Muito se vem estudando sobre câncer de próstata nas últimas décadas, e hoje convivemos com uma diversidade de tratamentos – prostatectomia, radioterapia, braquiterapia, crioterapia, hormonioterapia, quimioterapia, entre outros. Sem dúvida, o câncer de próstata é uma doença bastante peculiar e que apresenta evoluções e expectativas distintas em cada indivíduo. Por isso, necessitamos tratar os pacientes com câncer prostático de forma personalizada, procurando adequar os possíveis tratamentos ao indivíduo, e não o indivíduo aos tratamentos. É fundamental entendermos com qual doença estamos lidando (mais ou menos agressiva), qual a expectativa de vida do paciente, quais as expectativas em relação às possíveis sequelas do tratamento e qual a condição clínica do paciente. Um paciente jovem e com uma doença agressiva provavelmente terá benefícios com um manejo cirúrgico agressivo com prostatectomia e linfadenectomias (retirada de gânglios) estendidas. Outros, mais velhos, com um PSA baixo no momento do diagnóstico e com um padrão de biópsia favorável, podem optar por um vigilância ativa – acompanhamento do tumor na tentativa de retardar ou evitar o tratamento e suas possíveis sequelas. Não há tratamento padrão para o câncer de próstata. O esforço em discutir com os diversos profissionais envolvidos (urologista, oncologista clínico, radioterapeuta) é fundamental para personalizar o tratamento de cada indivíduo e, sem dúvida, atingir os melhores resultados globais.?
